Antes de automatizar qualquer coisa com IA, eu faço uma pergunta chata: qual número precisa mudar? Parece óbvio. Quase ninguém faz.
A maioria começa pela ferramenta. Compra a IA, monta o piloto, e só depois vai procurar onde encaixar. Aí gasta caro pra automatizar um processo que estava torto desde o começo.
No Lean Six Sigma a gente aprende ao contrário. Primeiro você desenha como o processo funciona de verdade. Acha o gargalo. Define a métrica que importa. Arruma o processo. E só então automatiza o que sobrou. Foi assim na Marksell (27 pra 500+ leads) e nos times de growth (103% da meta): o salto não veio da ferramenta, veio de arrumar o processo antes.
Quem cravou isso primeiro foi o Bill Gates, lá em 1995, no livro A Estrada do Futuro: automação numa operação eficiente amplia a eficiência; numa operação ineficiente, amplia a ineficiência. Troca automação por IA e a frase continua idêntica trinta anos depois.
Tecnologia nova não conserta processo ruim. Só acelera o erro. Da próxima vez que te empurrarem uma ferramenta de IA, pergunta: qual o número, e onde está o gargalo? Se ninguém souber responder, ainda não é hora de automatizar.
← Todos os insightsO que a gente aprende operando IA e anúncios todos os dias, direto no seu e-mail.