Existe uma diferença gigante entre IA que impressiona e IA que paga a conta. A que impressiona aparece no telão da reunião. Todo mundo bate palma. Seis meses depois, ninguém usa.
A que paga a conta é menos bonita e mais útil. Ela mora dentro de um processo que já existe e mexe num número que o financeiro acompanha. Nos projetos que liderei, isso virou ROI médio de 11,6x e perto de R$40 milhões de impacto em receita. Não é mágica, é foco no número certo.
Como achar uma dessas? Eu uso três perguntas. Onde a gente perde tempo repetindo a mesma coisa? Onde a gente decide no escuro, sem dado na frente? E onde a informação certa demora pra chegar na pessoa certa?
O número do mercado conta a mesma história. O MIT mediu que cerca de 95% dos pilotos de IA não mexem no resultado, e a IBM aponta que o retorno raramente vem do modelo, vem de embutir a IA num processo que o financeiro acompanha. IA que paga a conta é IA que vira linha de planilha.
Repare que nenhuma começa com "qual modelo eu uso". Começa com "onde dói". IA boa não é a mais avançada. É a que ataca a dor certa e some no processo, fazendo o número subir sem ninguém perceber a tecnologia.
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